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Histórico da AMI no Haiti

MISSÃO DE EMERGÊNCIA 2010

Na sequência do terramoto que atingiu o Haiti, dois elementos da AMI partiram no dia 14 de Janeiro. Estes dois elementos da AMI levaram 20 mil dólares que foram usados na aquisição de água, medicamentos, desinfectantes e necessidades logísticas.
A acção dos elementos da AMI no terreno passou numa primeira hora por avaliar as necessidades mais urgentes e coordenar acções de emergência com os parceiros locais para desenvolver uma ajuda humanitária concertada e mais eficaz.

No dia 18 de Janeiro cinco elementos (dois médicos, dois enfermeiros e um logístico) chegaram a Port-au-Prince a bordo C-130 da Força Aérea Portuguesa.
À chegada , o grupo de emergência tinha à sua espera a equipa exploratória da AMI que partira de Lisboa na quinta-feira via República Dominicana. O encontro emotivo das duas equipas da AMI deu-se no acampamento anexo ao aeroporto haitiano. No meio de centenas de tendas e material logístico, a permanência da equipa em Lisboa serviu de ponte para o reencontro, já que as comunicações dentro do país eram impossíveis.
Digno de registo foi o excelente trabalho de coordenação entre os vários actores portugueses. A equipa conseguiu ainda, com o apoio da representante honorário de Portugal no Haiti, identificar um hospital para desenvolvimento de trabalhos de assistência médica.

Finalmente, no dia 19 de Janeiro, a equipa médica da AMI, iniciou juntamente com INEM e Protecção Civil, as primeiras consultas e trabalhos de assistência humanitária no Haiti.

A missão de emergência da AMI alargou no dia 22 de Janeiro a área de assistência médica no Haiti, passando a trabalhar em dois locais simultaneamente. Para além do hospital montado pela Universidade de Miami no perímetro do aeroporto, parte da equipa médica começou a trabalhar no Hospital do Sagrado Coração em Port-au-Prince, dando perto de 150 consultas por dia.

No dia 25 de Janeiro foram concluídos os trabalhos no campo de realojados “Parc Colofer Delmas 33”, situado a pouco mais de meia-hora do aeroporto de Port-au-Prince, onde é possível acolher 615 pessoas. A AMI ficou responsável pelo campo de desalojados montado pela Protecção Civil Portuguesa, após a partida das demais equipas portuguesas (Autoridade Nacional da Protecção Civil, INEM, Força Especial de Bombeiros e Instituto de Medicina Legal).  
A AMI assumiu a responsabilidade da assistência à população residente no campo, em colaboração, numa primeira fase e no que toca a abastecimento em água e alimentos, com a ONG Islamic Relief Service.

No dia 29 de Janeiro realizou-se a entrega oficial por parte do Governo Português à AMI da gestão do campo de desalojados “Parc Colofer Delmas”. Fernando Nobre (Presidente da AMI) fez questão de estar presente neste evento.
A AMI terá a responsabilidade da assistência médica à população residente no campo, em colaboração, numa primeira fase e no que toca a abastecimento em água e alimentos, com a ONG Islamic Relief Service.

A Organização Internacional das Migrações (OIM) delegou no inicio de Março de 2010 à AMI a responsabilidade de coordenar as actividades humanitárias de quatro campos de refugiados no Haiti. A ONG portuguesa passou a ter ao seu cargo 3.111 famílias, num total de 17.179 pessoas. Entretanto, relembre-se que a equipa médica da AMI composta por dois médicos e dois enfermeiros que está presente no terreno desde 18 de Janeiro último, continua a dar assistência ao campo de Parc Colofé e alargou o seu âmbito de acção aos quatro campos. Neste momento, a organização portuguesa tem no local cinco pessoas: dois médicos, dois enfermeiros e uma coordenadora de projectos.

Assim, a AMI passa a coordenar as acções humanitárias não só do campo Parc Colofé montado pela Protecção Civil Portuguesa, mas também de mais três: Henfrasa, Palais d´Art e Simmonds. Cada um destes espaços tem necessidades específicas e várias ONGs a trabalhar em simultâneo.
Recorde-se que os campos de refugiados foram criados na sequência do terramoto de 7.3 de magnitude na escala de Richter que atingiu a capital haitiana a 12 de Janeiro. Até à data, o sismo causou 222.517 vítimas mortais, 2.112 pessoas foram retiradas dos escombros pelas equipas internacionais de resgate. Estima-se que o terramoto tenha destruído 60 por cento dos edifícios de Port-au-Prince, muitos dos quais estruturas de serviço público (escolas e hospitais), e que tenha afectado um total de 3,5 milhões de pessoas.

SETEMBRO  2009

CONTEXTO
Com cerca de milhões de habitantes numa área de 27.560Km2, é o país mais pobre da América e de todo o hemisfério ocidental. 80% da população vive abaixo do limiar da pobreza e cerca de 54% em pobreza extrema (com menos de 1 Usd / dia). Em 2006, apenas 58% da população tinha acesso a água potável e apenas 19% a saneamento básico em condições.
A agravar a situação está o facto de ser um país particularmente fustigado por catástrofes naturais. Só em 2008 foi atingido por 4 tempestades tropicais, que provocaram sérios danos nas habitações, nas vias de comunicação e no sector agrícola.
O Haiti depende fortemente da ajuda internacional e conta com a intervenção directa dos capacetes azuis das Nações Unidas (MINUSTAH) no terreno.

A MISSÃO
Face a este contexto, a AMI visitou no terreno algumas organizações locais, tendo dado os primeiros passos para o estabelecimento de duas parcerias, que consistirão no financiamento a projectos implementados por duas ONGs: a APROSIFA e a REFRAKA.

A organização APROSIFA gere um centro de saúde na capital Port-au-Prince, com polivalências ao nível da tuberculose, ginecologia e ainda um centro de recuperação nutricional. Em cenários de catástrofe, presta ainda ajuda de emergência às comunidades dos bairros de lata circundantes.

A ONG REFRAKA trabalha ao nível da formação de mulheres animadoras de rádio numa rede de rádios espalhadas por todo o país, bem como a produção directa de programas de rádio sobre temas como educação para a saúde, VIH/ Sida, prevenção de catástrofes, entre muitos outros.

Em Novembro 2009, a AMI aguarda a apresentação de projectos pelos parceiros, com o fim de iniciar o financiamento dos mesmos em 2010.



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