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Histórico da AMI em Angola

A AMI está presente em território angolano, de forma ininterrupta desde 1992, tendo desenvolvido mais de 15 missões, em 16 das 18 províncias deste país. As acções vão desde a emergência médica e apoio aos deslocados, até à formação e combate à cólera.                                      

1992
Assistência Médica aos Refugiados nas províncias de Luanda e Kwanza Sul.

1993
Foi um ano muito conturbado.
A AMI teve a presença de equipas médicas (no total de 27 profissionais de saúde) nas províncias de Luanda, Benguela, Huíla, Kuanza Sul e Huambo. Foram enviadas 25 toneladas de medicamentos e material médico, suficiente para tratar 60.000 pessoas durante um ano inteiro; e mais 6 toneladas de roupa e cinco toneladas de ajuda alimentar.
Na província de Luanda a AMI deu ainda apoio ao projecto de Formação de Educadores Sociais do Instituto de Ciências Religiosas de Angola (ICRA).

1994
Foi criada a delegação da AMI em Angola, com o objectivo de coordenar os vários projectos que decorriam em simultâneo no local e por motivos ligados à logística e segurança das equipas.
Neste ano a AMI desenvolveu vários projectos em Angola: Assistência Médica de Urgência em Porto Amboim (Província de Kuanza Sul); Apoio Logísitico às Dioceses (Províncias de Luanda, Benguela e Namibe); Missão de Emergência em Bailundo, a pedido da UNITA; Apoio ao Centro Nacional de Referência de Luta Contra a Lepra e a Tuberculose, em parceria com a Associação Portuguesa dos Amigos de Raoul Follereau.

1995
Realizou-se umas das missões mais longas em N'Dalatando, província do Kwanza Norte. A missão teria a duração de dois anos e foi co-financiada pela Comissão Europeia (ECHO). Realizaram-se os seguintes projectos: Assistência Médica no Hospital de Chiange e a cinco centros de saúde, município de Gambos - Província da Huíla (até 1996); Ajuda Humanitária ao Orfanato de Cuando e à população da comuna Comandante Vilinga - Província do Huambo; Assistência Médica e Medicamentosa à Leprosaria de Funda e ao Bairro CAOP - Província do Bengo.

1996
Assistência médica de emergência às Vítimas da guerra em N’Dalatando -  Província do Kuanza Norte (até 2002); Assistência Médica no Hospital de Chiange e a cinco centros de saúde, município de Gambos - Província da Huíla; Apoio à ONG Associação Kassules do Makulusso no projecto de ajuda a crianças de rua nos bairros  da Ilha de Makulusso - Província de Luanda.

1997 - 1998
Assistência à Maternidade e ao centro Materno-Infantil no concelho de Quipongo e a dois postos de saúde.

2001
Envio de medicamentos, víveres e vestuário para centros de apoio a deslocados em Luena e Cuemba - Províncias de Moxico e Bié.

Junho de 2002 e Julho de 2004
Missão no Capelongo – Província da Huíla
Este projecto teve início em Junho de 2002 com duração inicialmente prevista de 1 ano, tendo sido estendida por mais 12 meses. Esta acção realizou-se no Hospital de Capelongo, localidade situada a 13 Km do município da Matala, Lubango - capital da província da Huíla (sudoeste de Angola).
Foi enviada uma equipa médica para o terreno (composta por 1 médico e 2 enfermeiros) e 1 elemento logístico, para operar no Hospital de Capelongo, prestando assistência à população da região.
Esta operação incluíu a formação de quadros locais, assim como a educação da população, sendo o grupo-alvo constituído pelos 200.000 habitantes da região, na sua maioria deslocados. A AMI contou com dois parceiros locais: o Ministério da Administração do Território e o Ministério da Saúde.

Agosto de 2004 a Outubro 2005
Projecto: “ Recuperação Nutricional das Crianças do Município da Jamba” - Jamba

Entre Agosto de 2004 e Outubro de 2005 a AMI, com o apoio do Grupo Totta, desenvolveu o programa “Recuperação Nutricional das Crianças do Município da Jamba”.

Objectivo Principal:
Recuperação nutricional actual e prolongada e consequente redução das taxas de mortalidade e morbilidade do grupo-alvo.

Para alcançar este objectivo a AMI teve que:
  • Assegurar a provisão de alimentos suficientes em energia (calorias), em conteúdo adequado de proteínas, de vitaminas e minerais;
  • Assegurar a provisão de medicação de apoio suficientes para reduzir a má-nutrição em conjunto com a dieta alimentar e para combater as doenças mais prevalentes;
  • Complementar e integrar a recuperação nutricional com os cuidados primários de saúde que se realizam nas estruturas de saúde;
  • Melhorar os conhecimentos técnicos do pessoal de saúde local, assim como os conhecimentos das populações sobre higiene e alimentação das crianças.

Junho 2003 a Janeiro 2006
JAMBA – Província da Huíla

A AMI esteve presente na Jamba desde Junho de 2003, altura em que contratou uma enfermeira para prestar assistência no Centro de Saúde da Jamba. A par disso, foram realizadas visitas pontuais pela equipa sediada na Matala, que levavam consigo medicamentos para as populações daquele município.

2005 a 2007

Iniciativa “Dino e o Carro Azul” (Envio de material escolar)

A Iniciativa “Dino e o Carro Azul” é um movimento criado por um grupo de portugueses que tem como objectivo angariar material escolar e enviá-lo para países em desenvolvimento. Esta iniciativa tem vindo a crescer e tem hoje um conjunto de escolas associadas e outras entidades que aderem anualmente à campanha.
A parceria com a AMI foi, por sua vez, estabelecida em 2005, tendo sido definido que o material nesse ano seria enviado para a missão de Angola. Já desde 2007, passou a ser acordado que 70% dos bens se destinam às missões internacionais da AMI e 30% aos Centros Porta Amiga em Portugal. Face a isso, o material escolar angariado em 2007 destinou-se à missão de Angola e à Porta Amiga de Almada.

2007 - 2008
PROJECTO
“Promoção da saúde e da segurança alimentar, Município dos Gambos - Angola”

CONTEXTO
O projecto, co-financiado pelo IPAD, localizou-se na sede do Município dos Gambos – Chiange. O Município situado no Sul da Província da Huíla, Sul de Angola, tem uma população de 151.000 habitantes.

A MISSÃO
A actuação da AMI abrangeu o Centro Municipal de Saúde do Chiange (CMSC), principal infra-estrutura de saúde da região, 5 Postos de Saúde periféricos (dos 15 existentes no Município) e 5 escolas básicas do Município.
A região dos Gambos, tal como outras áreas rurais em Angola tinha graves problemas ao nível da prestação de cuidados primários de saúde. Os quadros locais de saúde revelavam baixos níveis de qualificação, quer a nível técnico, quer a nível de gestão hospitalar. As infra-estruturas de saúde estavam degradadas. O Centro de Saúde não tinha um funcionamento efectivo.
Por outro lado, o Município possuia poucas alternativas alimentares sendo que é uma região predominantemente de gado e é afectada por secas frequentes.

Fazendo face a estes problemas o projecto em curso dividiu-se em várias componentes:
Formação dos técnicos locais: De forma a melhorar os serviços de saúde, foi realizada formação aos quadros de saúde locais ao nível técnico e da gestão hospitalar. Para o efeito, foram realizadas formações mensais e três Jornadas de Formação. Estas actividades foram complementadas pela formação em exercício que decorreu diariamente.
Reabilitação: Foram reabilitados e equipados 5 Postos de Saúde e o CMSG.
Assistência Médica: Foi prestada assistência médica e apoio à vacinação no CMSC e nos Postos Periféricos durante todo o ciclo de projecto. Não existia nenhum médico localmente pelo que o médico da AMI era o único que dá assistência a esta população.  
Acções de Educação para a Saúde: Foram realizadas acções de educação para a saúde no CMSC, postos e escolas que promovessem a adopção de comportamentos saudáveis.
Nutrição: De forma a minorar as carências alimentares foi feito um questionário de hábitos alimentares na região pelo nutricionista e trabalhou-se nas escolas com a comunidade educativas de forma a diversificar os hábitos alimentares. Complementarmente era distribuída uma merenda escolar que permite melhorar o estado nutricional das crianças e incentivar a escolarização básica.  
No final da intervenção da AMI, foi possível verificar uma melhoria geral dos indicadores identificados. Os conhecimentos técnicos do pessoal de saúde local na área da saúde pública e nutrição foram melhorados e a capacidade organizacional reforçada; o CMSG, o Posto de Saúde da Tchibemba, do Dongue, do Tapu, da Taca, e do Viriambundo encontram-se reabilitados, equipados e a funcionar. Foram construídas latrinas duplas nos Postos e a população tem agora acesso a melhores cuidados de saúde primários (assistência médica, de enfermagem, medicamentos, apoio à vacinação).
Além disso, a população está mais sensibilizada para as questões ligadas à saúde pública (nomeadamente VIH/SIDA, malária, tuberculose, higiene e saúde sexual e reprodutiva) e à nutrição o aumento da segurança alimentar ficou assegurado através da formação na área da nutrição nas escolas que passou também pela distribuição de uma merenda escolar diária.

POPULAÇÃO ALVO
Equipa local de Saúde
Comunidade Educativa
População em Geral

ENTIDADES CO-FINANCIADORAS
IPAD – Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento; BES; BIVAC; Quid Novi

OBJECTIVOS
O objectivo da intervenção foi a melhoria da qualidade dos serviços de saúde prestados à população, dos conhecimentos da população na área da saúde pública e nutrição.  



                      







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