O projecto Ecoética foi lançado pela AMI em Abril de 2011 com o objectivo de dar resposta às necessidades de conservação da natureza e de ordenamento do território em Portugal. Este projecto inclui acções de reflorestação com espécies autóctones, de controlo de espécies exóticas, de prevenção de incêndios e de requalificação de áreas fluviais.
O Ecoética pretende reabilitar mais de 1.000 hectares de terrenos devolutos, ardidos ou degradados, localizados em todo o território nacional, em parceria com associações florestais e câmaras municipais e com o financiamento e envolvimento de empresas e de cidadãos. As áreas a intervencionar são públicas ou de gestão pública e as acções são de carácter exclusivamente conservacionista, sem qualquer objectivo comercial.
A abordagem usada é totalmente inovadora em Portugal na atribuição dos terrenos aos participantes, baseada em área de terreno e não em número de árvores, e deixando desta forma as acções a desenvolver dependentes unicamente de critérios científicos e técnicos. Com o intuito de fortalecer a relação entre os participantes e os terrenos intervencionados, todos os terrenos são georreferenciados, ficando as coordenadas geográficas inscritas no certificado de participação. Isto facilita a visita aos terrenos e o acompanhamento tanto durante as fases de intervenção como ao longo das diferentes fases de desenvolvimento, crescimento e autonomização das novas florestas.
As associações florestais parceiras estabelecem protocolos com câmaras municipais que cedem os terrenos, seleccionam os viveiros que fazem a produção das plantas usadas nas acções de florestação, asseguram o transporte das plantas para os terrenos, coordenam as tarefas de florestação e organizam acções de formação dos voluntários e das escolas participantes.
Dependendo das características, da propensão e da localização do terreno a florestar, são definidas as espécies mais adequadas.
Para a lista de terrenos que se pretendem intervencionar em 2012, foi definido o seguinte conjunto de espécies:
- Azinheira (Quercus rotundifolia)
- Bordo ou Plátano-bastardo (Acer pseudoplatanus)
- Carvalho Cerquinho (Quercus faginea)
- Carvalho Roble ou Alvarinho (Quercus robur)
- Castanheiro (Castanea sativa)
- Choupo-branco (Populus alba)
- Cipreste do Buçaco ou cedro-do-buçaco (Cupressus lusitanica)
- Freixo (Fraxinus angustifolia)
- Medronheiro (Arbutus unedo)
- Pinheiro-bravo (Pinus pinaster)
- Pinheiro-manso (Pinus pinea)
- Pinheiro-silvestre (Pinus sylvestris)
- Sobreiro (Quercus suber)
- Vidoeiro (Betula pubescens)
A participação das empresas e dos cidadãos é feita na modalidade de donativo, em que o valor (0,50€/m²) é aplicado directamente no projecto e dá direito a um certificado de participação.
Adicionalmente, as empresas poderão participar nas acções de conservação da natureza, aproveitando-as para iniciativas de team-building. Às empresas participantes nesta modalidade será apresentada uma proposta de organização da acção, havendo um custo associado à sua preparação.
Em qualquer dos casos, as áreas intervencionadas são alvo da afixação de placas identificativas dos participantes e financiadores.
Foram já financiados, atribuídos e intervencionados 51.300 m² de terrenos florestais, localizados em Loures (Parque Municipal do Cabeço de Montachique), Melgaço e Celorico da Beira (Parque Natural da Serra da Estrela), tendo participado no projecto até este momento quatro empresas de diferentes setores, entre elas: Millennium BCP; Sogrape; e Casaisinvest, e dezenas de cidadãos particulares.
Está já contratada a afectação de mais 100.000 m2 a um destes participantes, estando as acções de conservação agendadas para 2012 e 2013.
Os principais benefícios já atingidos com a aplicação do projecto são:
- Aumento da área de coberto vegetal autóctone em Portugal;
- Prevenção dos impactes associados à introdução de espécies invasoras;
- Preservação dos solos;
- Protecção das reservas de água subterrâneas;
- Melhoria da qualidade ambiental das áreas intervencionadas;
- Manutenção de áreas de elevado valor conservacionista;
- Promoção do turismo rural e de natureza;
- Promoção da educação, cidadania e responsabilidade ambiental.
Como pode apadrinhar um terreno?
- Basta preencher a Ficha de Apadrinhamento Ecoética (em baixo). Porteriormente enviar-lhe-emos um Cartão de Apadrinhamento via CTT.
Sugestões:
Particulares - Apadrinhe este projecto e tranforme-o num presente de aniversário ou de Natal, brinde de casamento, ou outro. Estará assim a exercer uma cidadania activa e participativa.
Empresas - Faça uma oferta aos seus colaboradores, clientes, fornecedores, etc. Para além de uma forma de reconhecimento, será uma acção de responsabilidade empresarial ambiental e social.
Para participar ou saber mais sobre este projecto, contacte a AMI através do número de telefone 218 362 100 ou do e-mail
ecoetica@ami.org.pt